Por Carla Castro
O presidenciável Jair Bolsonaro – líder nas pesquisas com vistas ao pleito de outubro próximo (2018) – demonstrou coerência com sua postura parlamentar e renunciou usar o dinheiro do “fundão” em sua campanha. Cerca de 10 milhões de reais, que foram destinados ao PSL permanecerão intocáveis e, provavelmente, serão devolvidos aos cofres públicos (União) após decisão da legenda.
Atitude desta envergadura fortalece ainda mais a preferência da população pelo presidenciável Jair Bolsonaro, que não teve a devida e merecida “visibilidade” midiática, no momento em que se manifestou em plenário contra o que considerou uma aberração: o povo pagar para votar (?). No projeto votado no rito de urgência urgentíssima, Bolsonaro decidiu a votar contra o “fundão” – Financiamento Público de Campanha – por julgar um ato casuísta, imoral e uma afronta à pobreza e miséria que permeia a sociedade brasileira.
O “fundão” subtrairá do OGU – Orçamento Geral da União - recursos na ordem de 2.8 bilhões de reais, uma montanha de dinheiro que poderia ser utilizado na melhoria do precário atendimento da saúde, educação e principalmente segurança pública. Por que os demais partidos, através de seus candidatos à Presidência da República não fazem o mesmo?
Provavelmente seus opositores e concorrentes tentarão acusá-lo de “demagogia”. Mesmo que o fosse, o Brasil de 13,2 milhões de desempregados reconheceria o gesto altruísta de todas as legendas “demagogas”, por abdicarem de recursos que poderiam ser destinados a investimentos, possibilitando a geração de emprego e renda. Para infelicidade dos demais presidenciáveis, o ato de Jair Bolsonaro não se trata de “demagogia eleitoreira”. Pelo contrário será festejado como atitude séria, de quem pensa num país justo, para gerações futuras.
Contra fatos inexistem “argumentos”, que possam escamotear a verdade insofismável. Inconformado com a maioria dos Deputados e Senadores que “legislaram em causa própria”, tirando dinheiro público através de uma lei espúria, para ir direto para seus bolsos, Jair Bolsonaro ajuizou ação junto ao STF (após a fatídica decisão plenária do Congresso Nacional), alegando inconstitucionalidade do “fundão” e pedindo sua suspensão imediata dos efeitos desta lei, que considera absurda pela decorrência de duplicidade: já existe um fundo partidário que anualmente destina 800 milhões de reais do OGU para a manutenção dos partidos políticos.
Como ensina o adágio popular, “o exemplo vem de cima”, Jair Bolsonaro com certeza desafiará aos demais candidatos, a Presidente da República, a tomarem atitudes idênticas as suas. O sofrido povo brasileiro agradece aqueles que aderirem a esta nobre causa.
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