Por Lúcia Guerra | Jornalista
DRT-DF 12054
A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, considerada uma das mais importantes nas áreas “temáticas”, tem como novo vice-presidente, o Deputado Federal Paranaense Alfredo Kaefer(foto), qualificado como um dos notáveis no parlamento, graças ao seu denso conhecimento num tema tão intricado que envolve políticas de tributação, taxas de juros; capacidade de endividamento; dívida pública...
A economia como ciência, tem enormes complexidades para o entendimento e compreensão do cidadão comum, a partir de sua linguagem técnica, expressões idiomáticas cunhadas em outras línguas – principalmente o inglês – dadas a sua aplicabilidade, hoje globalizada. A responsabilidade desta comissão é de fiscalizar, legislar e discutir e ou modificar; ampliar propostas da área técnica do governo federal como Ministério da Fazenda; Banco Central e Tesouro Nacional. Fazendo uma analogia a um automóvel, a CFT é comparável a um “motor”, capaz de fazer andar toda a “carenagem” e seus seus acessórios, aqui qualificados como Estado.
Alfredo Kaefer tem se notabilizado por suas discussões acerca de erros frequentemente cometidos em nossa política econômica, que em alguns casos - segundo sua ótica – são responsáveis pelo nosso atraso - ou períodos de longas recessões - como a que ora ainda vivemos, cujos registros são incontestáveis, marcados pelo desemprego crescente, atingindo mais de 13 milhões da nossa força ativa de trabalho.
A retomada do nosso crescimento exige políticas concebidas pelo governo central, direcionadas à atração de investimentos, quer sejam internos ou externos. Porém, na busca de alcançarmos estas “metas”, o país sofre desde 2014, se controvertendo com seu déficit, segurando a inflação e procurando “emergir” o PIB, (tecnicamente) mergulhado negativamente desde o final das eleições que reconduziu a ex-presidente Dilma Rousseff ao comando da nação. Um movimento semelhante a um motorista, que pisa fundo no acelerador e no freio ao mesmo tempo.
Num país que ainda sofre com os reflexos - e suas sequelas - das ideologias falidas que foram implementadas atemporalmente e em forma de “experimento”, ao longo dos últimos quinze anos, nunca se discutiu modelos ou programas econômicos em longo prazo, com objetivos a serem perseguidos e alcançados. Espera-se que o Deputado Federal Alfredo Kaefer, venha por em prática suas ideias, na intenção de “sinalizar” através de novos conceitos, uma saída para a crise, ora refém de decisões unilaterais do Ministério da Fazenda e Banco Central.
Para o cidadão comum, a redução do nosso déficit é vista através da queda da taxa Selic. Se a taxa fosse de 1% ao ano e estivesse vigorando desde janeiro (2018), chegaríamos a dezembro sem déficit. A equipe econômica do governo do presidente Michel Temer, apontou um déficit na ordem de 124 bilhões, para o atual exercício (2018). Todavia, no mesmo instante, mostra onde todos erraram: revelam em seu balanço, subsídios e renúncias fiscais na ordem de 370 bilhões. Não dá para entender tamanho desequilíbrio, ignorância ou incompetência.
Fundo Soberano
Deputado Alfredo Kaefer se manifesta favorável ao uso, ou extinção do Fundo Soberano. Criado no ano de 2008, pelo então Ministro Guido Mantega, com propósito de evitar crises sazonais nos mercados. Cerca de 16 bilhões de dólares, investidos em papéis no exterior, com baixa rentabilidade. Mas, se porventura se repetir o que aconteceu (governo FHC) no ataque que o Real sofreu? Perdemos na época U$ 60 bi, e ainda tomamos emprestado U$ 44 bi para que o programa (Real) não falisse.
Fundo Soberano
Deputado Alfredo Kaefer se manifesta favorável ao uso, ou extinção do Fundo Soberano. Criado no ano de 2008, pelo então Ministro Guido Mantega, com propósito de evitar crises sazonais nos mercados. Cerca de 16 bilhões de dólares, investidos em papéis no exterior, com baixa rentabilidade. Mas, se porventura se repetir o que aconteceu (governo FHC) no ataque que o Real sofreu? Perdemos na época U$ 60 bi, e ainda tomamos emprestado U$ 44 bi para que o programa (Real) não falisse.
O grande desafio de Kaefer será tornar mais “visível” a intrigante “parafernália” de como permitir que nossa política econômica esteja sendo monitorada pelos “mercados”. Como reduzir a taxa Selic, igualando-se a do FED (Estados Unidos); indexar a taxa Selic aos juros praticados pelos Bancos e desconcentrar o crédito, hoje com 62% do seu total disponível nas mãos de quatro Bancos. Deputado Alfredo Kaefer sabe que um país só cresce com a expansão do crédito. E que estamos longe de voltar ao período inflacionário, em função do excesso – e não escassez - da produção de produtos, bens e serviços.
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